Veganismo e seu vínculo ao meio ambiente

Going vegan

Você pode ter percebido que o veganismo está em tendência na Internet este ano: mas assim como jogos de cassino online, não comer produtos animais está ficando mais popular com o tempo, e essa não é simplesmente uma fase. De acordo com especialistas das Nações Unidas, trocar para uma dieta vegana à base de plantas pode ajudar na luta contínua contra as mudanças climáticas.

Um novíssimo relatório sobre mudanças climáticas e uso de terras revela que o alto consumo de laticínios e carne do mundo ocidental está impulsionando o aquecimento global. Contudo, é interessante notar que os cientistas e responsáveis envolvidos não falaram para o mundo inteiro virar vegetariano ou vegano.

Em vez disso, eles disseram que mais pessoas poderiam ser adequadamente alimentadas usando menos terras se tais indivíduos reduzissem seus consumos de produtos animais. O documento, que foi assinado por 107 cientistas para a UN Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) observa que se pudermos usar a terra de forma mais eficiente, ela pode armazenar e capturar mais carbono emitido por humanos.

Redução da carne é eficiente

Falando mais sobre o assunto, o Professor Pete Smith da Aberdeen University do Reino Unido observou que sua equipe não está dizendo para as pessoas pararem de comer carne. Ele reconheceu que pessoas em determinadas partes do mundo não têm escolha, mas adicionou que é óbvio que o mundo ocidental está comendo carne em excesso e seus níveis de consumo estão insustentáveis.

Aquecimento global e dieta vinculada
Fonte: pixabay

Ele também adicionou que estamos desperdiçando comida demais. O painel da ONU estimou que as emissões de gás com efeito estufa associadas ao desperdício de comida constituem até 10% das emissões totais do planeta. O relatório invocou ação rápida para parar danos ao solo e desertificação, ambos os quais também contribuem muito para as mudanças climáticas.

O documento também alertou que planos de governos em plantar árvores e queimá-las para produzir eletricidade interferirão na produção alimentícia global, a menos que escalas destes planos sejam limitadas.

A superfície terrestre da Terra e a forma em que ela é utilizada formam a fundação para a sociedade humana e nossa economia internacional. Com isso dito, estamos reformulando a terra em formas notáveis, lançando gases com efeito estufa na atmosfera no processo. Como a nossa terra lida com mudança climática induzida por humanos é uma preocupação essencial para o futuro da humanidade.

Pensando sobre a produção alimentícia

As mudanças climáticas são uma ameaça ao nosso fornecimento alimentício devido às temperaturas em elevação, eventos climáticos extremos e maior chuva. Contudo, a produção alimentícia também contribui para o aquecimento global. No lado da agricultura, as plantas realmente absorvem CO2 da atmosfera e prendem o carbono no solo. Contudo, o desmatamento e práticas agrícolas nocivas podem prejudicar sua capacidade de fazer isso. Depois que o solo sofreu erosão e está degradado, carbono é liberado de volta à atmosfera como dióxido de carbono, comprometendo ainda mais o crescimento de plantas.

Comendo uma dieta baseada em plantas
Fonte: pixabay

A silvicultura e agricultura criam cerca de 25% de todas as emissões de CO2, enquanto a atividade pecuária produz gás metano ainda mais nocivo e promove o desmatamento para criar e ampliar pastos. Os efeitos ambientais da produção de carne é um assunto vital para muitos veganos.

De acordo com a PETA, produzir 2 libras de carne cria mais emissões de gases com efeito estufa do que dirigir um carro por 3 horas, enquanto também usa mais energia do que deixar as suas luzes de casa acesas pelo mesmo período. Diversos substitutos da carne ainda estão em desenvolvimento, buscando fornecer aos clientes o sabor que eles amam sem os impactos ambientais negativos.

O que você pode fazer para ajudar?

Infelizmente, em algumas partes do mundo, o consumo de carne (e especificamente a carne bovina) está crescendo, apesar de tentativas de governos locais em divulgar dietas mais tradicionais. Os autores do estudo da ONU estão incentivando as pessoas a pararem de desperdiçar comida e incentivando as organizações a utilizarem comida desperdiçada como comida para animais ou, se adequado, doações para caridades. Tais medições ajudam na redução das emissões de CO2 associadas à produção alimentícia, sem a necessidade de desistir da carne por inteiro.

Com isso dito, se estiver pensando em mudar e virar vegano, os benefícios ambientais são significantes. Especialistas em dieta sugerem tomar alguns suplementos importantes, incluindo vitamina B12, vitamina D3 e ferro para permanecer em boa saúde, mas, além disso, as dezenas de substitutos veganos disponíveis tornaram mais fácil mudar a sua dieta. Não importa quais são as suas preferências, sempre há formas de reduzir a sua emissão de carbono e fazer escolhas mais inteligentes que são mais agradáveis ao planeta.